Texto Institucional - Campanha dos Devotos: projeto que dá vida ao Jovens de Maria
por Anna Laura Barreto
Contribuir com a formação do jovem católico em diversos âmbitos, como o religioso, cultural e social, e proporcionar um entretenimento responsável e de qualidade é a meta do Jovens de Maria, canal onde se encontra a juventude da Casa da Mãe e que é também mais um projeto da Campanha dos Devotos.
A ideia do canal surgiu em 2010, na Pastoral do Santuário Nacional de Aparecida, com o objetivo de atender a cobertura da Romaria Nacional da Juventude. Assim nasceu, em formato de blog, o Jovens de Maria.
Com linguagem própria e conteúdo diversificado, o nome “Jovens de Maria” cresceu com o passar do tempo, acompanhando o desenvolvimento da nova geração de cristãos seguidores da Mãe Aparecida.
“Quando, em 2012, fomos reestruturar o projeto do portal A12.com resolvemos, em parceria com a Campanha dos Devotos, investir mais no trabalho de evangelização dos jovens devotos de Nossa Senhora Aparecida, pensando inclusive em como a juventude também pode dar sua contribuição para os trabalhos realizados em Aparecida. Assim nasceu o canal atual Jovens de Maria, que hoje além de ser um canal de web, é uma sessão da Revista de Aparecida, um programa de rádio e um quadro mensal dentro do programa Bem-Vindo Romeiro na TV Aparecida”, explica o Pe. Evaldo César de Souza, diretor do portal A12.com.
Hoje, o Jovens de Maria é uma forma de engajamento concreto dos jovens na Igreja, pois é projeto que dá continuidade a Campanha dos Devotos. Ponto que pe. Evaldo destaca como fundamental para a vida da Igreja e do cristão: “os jovens precisam ser motivados ao engajamento concreto, seja pela oração, voluntariado, doação, comunhão com os projetos de Aparecida, já que a Igreja, na sua dinâmica, precisa despertar a juventude desde sempre, pois depende desse vigor juvenil”.
O que guia o trabalho da Campanha dos Devotos através do Jovens de Maria é o espírito missionário e a causa evangelizadora, com o objetivo de estar em constante missão através dos meios de comunicação. Desta forma, milhões de peregrinos são acolhidos e evangelizados.
Solange Parron, gerente de marketing do Santuário Nacional, explica que muitos jovens, entendidos do valor da missão de ambos os projetos, engajam-se nas causas do Santuário e recebem, mensalmente, a Revista de Aparecida, onde existem editorias específicas para eles. “Essa publicação é uma forma de dizermos 'muito obrigado' pelo engajamento, pois entendemos que um "Jovem de Maria" caminha em processo de maturidade cristã e uma das etapas dessa caminhada é participar da Família Campanha dos Devotos", conta ela.
A importância dos projetos vai além do gesto concreto; eles refletem positivamente na vida dos envolvidos. Michell Lima é apresentador do canal, exerce diversas funções dentro do portal A12 e contribui com as atividades organizadas pelo Santuário. Para ele, “o Jovens de Maria não é apenas um trabalho, mas uma missão de levar a alegria e liberdade que nascem da fé em Cristo”. Ele explica: “Aqui eu descobri talentos que tenho e pude colocar tudo a serviço de Deus, ajudando Nossa Senhora em sua função de levar a Palavra a todas as pessoas”.
Matéria - A manifestação da vaidade na adolescência e juventude
por Anna Laura Barreto
A juventude e a adolescência são fases marcadas pela insegurança, que promovem dúvidas relacionadas à personalidade e aos valores. E é natural que muitos jovens cuidem de si em função da beleza e da identidade. Porém, um comportamento natural nem sempre é saudável: a necessidade de se obter atenção através da valorização estética gera vaidade, que pode tanto impulsionar alguém, quanto ser prejudicial.
É bastante comum deixar que a vaidade tome conta do comportamento. Às vezes, perde-se muito tempo com a aparência, dando uma importância exagerada às roupas e às marcas. Outras, a saúde é prejudicada em virtude excesso de cuidado com o corpo e com o peso. Essas situações interferem no humor e no bem-estar pessoal e espiritual – em certos casos, a vaidade conflita diretamente com a humildade e contribui para o desenvolvimento de uma personalidade egoísta na busca incessante pelo destaque e pela perfeição estética.
O que é vaidade – De acordo com o dicionário Michaelis, vaidade é desejo imoderado e infundado de merecer a admiração dos outros. Ou seja, ser vaidoso é um ato de insegurança e uma forma de buscar afirmação pessoal e reconhecimento.
O psicólogo Marcos Urioste, 29, conta que para a psicologia, existe a necessidade da articulação de todos os aspectos da personalidade. Paradoxalmente, a falta é inerente ao ser humano, o que leva à vaidade, ou seja, à busca exagerada para o preenchimento simbólico deste vazio.
Ele alega também que, culturalmente, as meninas são mais estimuladas a cultivar a beleza que os meninos, mas que este quadro de preocupação estética vem mudando, sendo cada vez mais vivenciado pelo sexo masculino. “As diferenças entre os sexos são vistas a partir de cada contexto, considerando que a busca pelo preenchimento do vazio é subjetiva” diz.
Muitas vezes há o exagero na beleza, mas, mesmo quando se alcança esse ideal, não existe satisfação. Neste contexto, a vaidade prejudica o desenvolvimento humano e pode se tornar uma obsessão, gerando inclusive casos patológicos, como a Dismorfofobia (visão distorcida sobre si mesmo, que causa preocupação excessiva com a aparência).
O psicólogo explica que existe muita naturalidade nos comportamentos pautados pela vaidade, mas que os jovens precisam ser observados e educados: “A adolescência e a juventude são consideradas um “entre lugar”, espaço de afirmações, grandes mudanças, desenvolvimento, e experimentações. Existe uma necessidade natural de ser visto, de afirma-se nos grupos nesta fase, o que não pode ser confundido com o excesso da vaidade. Contudo, a juventude necessita de acompanhamento, referências e escuta, para então ampliar sua criticidade sobre a crescente ditatura da beleza, que oprime a liberdade e a alegria típicas do jovem”.
Questionado sobre quais atitudes devemos tomar para nos libertarmos do excesso de vaidade, Marcos responde que, para se obter a liberdade, é necessário refletir sobre si mesmo, considerando as faltas, o vazio e a incompletude do ser humano. Já os casos extremos pedem intervenções profissionais, com psicólogos ou psiquiatras.
Matéria - A nova geração a favor da catequese
Por Anna Laura Barreto
Hoje, anunciar o Evangelho e despertar o interesse na palavra de Deus entre os mais novos não é tarefa fácil. Mas este exercício pode ser muito especial se acontecer desde cedo. É o que mostram os jovens catequistas.
Rosane Pereira tem 21 anos. Desde os 14, quando terminou a Crisma, começou a ajudar sua catequista até assumir a função sozinha. Hoje, são 7 anos dedicados a educação da fé.
Sua vontade de catequizar vem de criança, vendo o exemplo de sua mãe e da irmã mais velha. Sempre que perguntavam que trabalho ela gostaria realizar na Igreja, ela respondia: “ser catequista”. “Sempre ouvi minha mãe dizendo que eram poucos os catequistas”, conta.
Atualmente, Rosane catequiza 15 crianças, com idade entre 10 e 11 anos. Ela alega que o maior desafio é o ato de fazer visitas, de casa em casa, para fortalecer os laços da comunidade, e conseguir conciliar seu tempo de trabalho, estudo e lazer com a função. Mas, a recompensa vem pela força que as crianças transmitem: “a cada sorriso, um “oi, tia”, me faz ser melhor a cada dia” afirma a jovem.
Guias da fé – Ser catequista é uma forma de ajudar a Igreja e contribuir para a formação religiosa de outros cristãos. É o exemplo dado pelo jovem Alan Souza, que também se dedica a função de catequizar. Para ele, ser catequista é assumir a responsabilidade de ser o guia da fé e dos sentimentos cristãos. “A catequese é uma forma de gratidão para com Deus, sendo assim me proponho a catequizar”, diz.
Alan considera emocionante poder semear o sonho da cristandade através da catequese, e observar a evolução dos adolescentes ao aceitarem ser tocados pelo cristianismo.
A formação de um catequista vem dos próprios ensinamentos do sacramento da eucaristia e da crisma. Os jovens, quando decidem catequizar, assumem a pastoral e permanecem em formação contínua, com semana catequética no início dos anos, retiros religiosos e formações a níveis diocesanos e paroquiais.
Para os que sentem vontade de catequizar, Alan recomenda a leitura diária da bíblia, além de muita oração. “Para os iniciantes, aconselho a se aprofundarem na intimidade com Deus, através da oração e comunhão. E ser um testemunho vivo, da palavra de Deus”.